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Caixa reduz taxa de juros do cheque especial para 4,99% ao mês

Segundo o presidente do banco, Pedro Guimarães, decisão foi 'matemática' e não teve interferência do governo; para ele, instituições privadas podem ir na mesma direção


Caixa Econômica Federal

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta segunda-feira, 12, redução de até 63% na taxa de juros do cheque especial, empurrando a mínima para 4,99% ao mês a partir de dezembro.


Para os clientes com o pacote de relacionamento Caixa Sim, composto por conta corrente, cesa de serviços e cartão de crédito, a taxa passou de 8,99% para 5,94% ao mês. Para quem recebe o salário pelo banco, a taxa saiu de 13,05% para 4,99% ao mês. No totativo do cartão de crédito também houve redução nos juros: de 11,8% a para 9,99% mensais.


Segundo o presidente do banco, Pedro Guimarães, o corte não foi resultado de interferência do governo de Jair Bolsonaro. "Não teve ingerência do meu chefe na redução do juro do cheque especial. A redução foi matemática. Ainda assim teremos ganho", disse Guimarães, em coletiva de imprensa, referindo-se ao ministro da Economia Paulo Guedes.


Apesar da redução, segundo o executivo, o juro do cheque especial continua alto e pode ser revisto em meio a eventual mudança na regulação do produto por parte do Banco Central, a instituição estuda permitir que os bancos passem a cobrar tarifas para o uso do cheque especial, seguindo uma prática adotada nos Estados Unidos, e que ajudaria a baixar os juros cobrados na modalidade.


Para Guimarães, a redução do juro do cheque especial pode atrair "centenas de milhares de clientes" para a Caixa. Se isso acontecer, acrescentou, os bancos privados também podem ir nessa direção.


Ele informou ainda que o banco está próximo de lançar uma empresa para atuar no microcrédito. Conforme Guimarães, o foco será crescer fora das agências bancárias.


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Lucro aumentou


A Caixa infomou nesta terça que teve lucro líquido contábil de R$ 8 bilhões no terceiro trimestre, cifra 66,7% maior que um ano antes, de R$ 3,8 bilhões. De janeiro a setembro, o lucro foi de R$ 16,2 bilhões, aumento de 40,9% comparado o mesmo intervalo do ano passado.


O banco já vendeu, conforme nota à imprensa, mais de R$ 26 bilhões em ativos em 2019. Um deles foi a revisão da parceria nas áreas de Seguros Vida, Previdência e Prestamista com a francesa CNP Assurances no valor R$ 7,8 bilhões, 70% maior que o negociado em novembro de 2018. O banco lembra ainda que há mais oito negociações em seguros e duas em cartões em andamento.


A Caixa conseguiu reverter a tendência de queda da sua carteira de crédito no terceiro trimestre. Os empréstimos apresentaram leve alta de 0,1% ante o segundo trimestre, para R$ 683,186 bilhões. Em um ano, porém, a carteira encolheu 1,5%.


O crédito para habitação, segmento no qual o banco é líder, somava R$ 456,328 bilhões ao fim de setembro, alta de 0,9% em relação a junho e de 3,6% em um ano.


Empréstimos para pessoa física tiveram incremento de 0,9% no terceiro trimestre em relação ao segundo, para R$ 81,5 bilhões. Em um ano, teve queda de 4,2%. Na carteira de pessoa jurídica, ocorreram quedas de 5,0% e 29,7%, respectivamente.


PDV


Pedro Guimarães afirmou que existe demanda dos funcionários do banco por um novo programa de demissão voluntária (PDV), que atingiria de mil a 2 mil funcionários no próximo ano. Uma iniciativa nessa direção, conforme ele, ainda depende de aval da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais. Este ano, a Caixa já fez um PDV, que contemplou cerca de mil funcionários.



Fonte:https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,caixa-tem-lucro-de-8-bilhoes-no-terceiro-trimestre-de-2019,70003086497

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